Press Releases

Bookings: naturalgrooverecords@gmail.com

In Blitz

Sérgio Gomes da Costa

"Coming from another planet ... the best sound that has appeared in Portugal."


IN ATROMPA.BLOGSPOT.COM

"The OliveTreeDance won the last Rockastru's. Acoustic show, responsibility of Renato Oliveira (didgeridoo), Tito Silva (drums) and Paul Cave (percussion), the OliveTreeDance are one of the most exciting projects of our time. Magic ..."


In Blitz

Sérgio Gomes da Costa

"The best that this world can offer OliveTreeDance is a space station... overlooking the galaxy of Sun Ra."


FELGUEIRAS IN NEWS

"The second day of the festival once again failed to capture the attention of the public and the scenery became bleak. Fortunately, the OliveTreeDance concert managed to transform the empty space into a meeting of celebration, and multi-cultural. The group uses in a perfect way the potential of percussion, focusing on didgeridoo to create a tribal climate, something primitive, and it involves body and soul in a breeze from the African continent (...) It is easy to see why the OliveTreeDance have achieved some progress internationally, they are good at making music."


In Blitz

"In concert, they place the free jazz and psychedelia hiding trance, funk intruding, techno and drum'n'bass in search of an outlet, and a number of ethnic groups on the way home. The organization asked the public not to rise, but it all ended in a healthy buzz."


RADIOINDY.COM

Diane and the Reviewer Team November 07, 2010

"The latest released CD, "Didgeridoo Dance All Beauty!" by Olivetreedance is a brilliant collection of danceable World music. This album features ancient instruments such as the didgeridoo, krin, and djembé, creatively blended with superb drums. As you listen to this album the creativity of combining ancient instruments with modern day instruments impresses with its delightful sounds and rhythmical beats. The song, "Titará?!" is vibrant and filled with rich, musical tonality as the drums burst with tight precision to the melodic tones of the didgeridoo. Another track, "5 Fluxos," has an intoxicating rhythm, excellent percussive sounds, and a magical melody. "Om Carina," is bristling with energetic style as the sweet melody has an ambiance of a far away land. If you are looking for something that is out of the ordinary and has a hue of energy, then the fantastic album, "Didgeridoo Dance All Beauty!" is just the type of music you need to hear."


DAYLIGHT PRESS MAY 15, 2014

Joana Silva

Estivemos a conversa com os OliveTreeDance e aqui fica o resultado desta conversa tão fascinante.

Day Light: Para quem não conhece os OliveTreeDance, o que nos podem contar sobre vocês? Como se chamam, de onde vêm, que idade têm?

OliveTreeDance: A banda tem 9 anos de idade e surge no Porto num contexto em que muito pouco se havia explorado o instrumento didgeridoo até 2005. Foi a primeira banda em Portugal a formar-se em torno deste instrumento e contribuiu para a sua difusão em Portugal. A nossa música é intencionalmente alegre, festiva e tão densa quanto tribal. Somos experimentalistas e gostamos de fundir as raízes com o contemporâneo. Somos música e ao mesmo tempo estudiosos dela, fugimos dos clichés e brincamos com o facto de haver rádios que nos dizem que apesar de muito bem executado e original, o nosso som não pode tocar na sua estação porque não é comercial. Temos liberdade total para nos exprimirmos deste jeito e foi a fundir música tecno que chegamos à nossa sonoridade acústica com ambientes tribais que tanta gente já fez levantar à nossa frente.

D.L.: A vossa música é completamente diferente. Além de fundirem a dança com a música é feita totalmente em acústico. Sentem que é essa vossa diferença que os faz conquistar uma basta audiência?

O.T.D: A diferença é positiva, é uma oportunidade que o mercado nos dá, mas ao mesmo tempo, parece que é um presente envenenado porque nos dá responsabilidade para cortar caminho e para isso precisamos de ter o dobro da energia para enfrentar as rejeições e conquistar as pessoas menos receptivas ainda a este tipo de som. É como começar um novo estilo musical e ainda não ser muito bem interpretado pelo mercado comercial português no séc. XXI, leva-nos a pensar que estamos mais à frente e é por isso que existe outra audiência que gosta tanto de nós, e passados 9 anos, já somos muitos e vamos ser cada vez mais. Já agora, aproveito a oportunidade para manifestar a nossa gratidão aos nossos fieis seguidores que sempre nos enviam mensagens bonitas dando muita força para continuarmos a apostar no nosso estilo e a dizer o quanto tinham descoberto neste universo musical depois de nos conhecerem.

D.L.: Quatro anos após o albúm de estreia «Didj Dance All Beauty», qual é o balanço que fazem deste primeiro albúm?

O.T.D: Simplesmente mágico, o percurso deste disco foi brilhante. Eu diria que dadas as verbas com que trabalhamos, o disco teve uma manufactura de excelência com design super complexo e criativo e também por isso, difundiu-se muito bem. Conseguimos levar o disco a uma das feiras mais importantes da industria da música, o SXSW em Austin Texas, e sobretudo deu-nos a oportunidade de viajar a lugares como Espanha, França, Irlanda, Itália, Eslováquia, India e Brasil. Soubemos que este álbum foi 3º lugar dos discos mais vendidos em Portugal na semana de Março de 2010 e foi para nós uma boa conquista por parte daquilo que se designa por uma «banda Independente». Assim como o videoclipe «Airport Tunnel» que esteve a concurso em 17 festivais internacionais de curtas metragens em cinema de animação e ganhamos um primeiro lugar em Itália e dois segundos lugares na Dinamarca e Alemanha.

D.L.: Agora no próximo dia 14 de Maio vão lançar no albúm «Symbology» que trás um CD e um jogo de tabuleiro. Falem-nos sobre este novo projecto.

O.T.D: È um moroso projecto que percorreu varias etapas de criação e de conhecimento em varias áreas que nos serviram de inspiração. Nós partimos de um pressuposto da energia quântica e de como ela pode ser transmitida por cada um de nós. Observamos Emoto que fotografou microscopicamente as moléculas da água depois de elas estarem catalogadas com palavras distintas como odio ou amor. Essas mesmas palavras, fizeram com que uma delas gerasse uma mandala distorcida, com desenho amorfo, a outra era uma mandala perfeita de linhas harmoniosas. – Esta foi a base para pensarmos em fazer uma linha de som que «transportasse» uma só vibração. Tal como cada tom da criação do calendário Maya, nós podíamos fazer uma linha sonora que contasse um caminho com sentido, tal como eles o fizeram. Este povo usava uma matriz de tempo composta por treze níveis que serviam de organização de um percurso espiritual, ao qual chamavam de «Onda Encantada». Desta forma eles atribuíram num primeiro nível o tom magnético como o propósito, o tom lunar como rectidão até chegar ao tom treze que é o cósmico que corresponde à transcendência. Final de um ciclo e inicio de outro. Assim, colocamos esta vibração em cada tema que compusemos. Depois para chegar ao tabuleiro usamos os poderes da Mãe Terra e personificamos com cada entidade que compõe o Totem que é a estrutura do nosso palco Symbology, e nele será projetado um trabalho de vídeo mapping que dará vida à estrutura. Esses poderes são conseguidos através do dia a dia e das nossas tomadas de decisão e das nossas responsabilidades. Por outras palavras, pela habilidade de dar resposta a um acontecimento seja ele de que natureza for, que no jogo analogamente, se obtém fazendo jogadas e dispensando energia. Jogar Symbology não requer nenhum conhecimento prévio do calendário Maya. Neste jogo já vem inscrita a formula para apurar o seu kin e assim saber qual é a sua onda encantada e desta forma começar a jogar com o marcador em cima do selo correspondente. O objectivo do jogo é sincronizar o tempo de forma a que ele não chegue ao final da linha antes dos jogares completarem um ciclo de 13 rondas. Depois, no tabuleiro vem 4 partes a saber:
1 – o circulo dos portais e dos selos galácticos , onde os jogadores vão rodar o marcador branco a cada jogada e ter acesso a energia e a poderes.
2 – o nível de energia, que é o recurso que existe para despender em cada jogada.
3 – o nível dos poderes que é a forma com que os jogadores têm acesso aos portais que permitem exercer grande influencia sobre a velocidade do tempo.
4 – a linha do tempo que é o oponente colectivo. O adversário de todos. Este tem uma velocidade proporcional à quantidade de jogadores e o desafio consta em mudar-lhe essa velocidade base, de forma a que ele não chegue ao fim antes de finalizadas as 13 rondas. O primeiro jogador identifica–se pelo numero do selo a que corresponde a sua onda encantada e assim segue com todos os outros. O mais especial neste jogo é que para desenvolver as jogadas será necessário ultrapassar vários tipos de desafios e estes é que vão fazer o entretenimento á volta da filosofia do jogo. Existem 5 tipo de desafios: Uma piada, um conhecimento, um ritmo, uma mimética, e um «descobre quem eu sou». O tempo por sua vez é composto por várias casas que têm consequências para os jogadores tipo causa-efeito. Além do mais também existe no tempo o lançamento do dado que traz a componente do inesperado na trajetória que os jogadores criam, o livre arbítrio. Outra perspectiva é que os jogadores consoante o seu selo fazem diferentes combinações de jogadas e portanto quando se agrupam determinados selos existe mais força de grupo para sincronizar o tempo. Portanto, tanta informação parece confusa mas o disco vem com um insert com regras sobre a simbologia, mas assim que se começar a jogar percebe-se a mecânica das jogadas e dos ambientes que se geram com as interações entre os participantes e apercebe-se que este jogo não é competitivo mas apenas cooperativo, onde todos se agrupam para jogar contra o tempo.

D.L.: Sabemos que está para breve a vossa tour, por onde vão andar?

O.T.D: Vamos abrir a tour no dia 24 de Maio em Braga no TOCA bem no coração da cidade, depois dia 30 será no HARD CLUB no Porto, depois dia 5 de Junho será no mítico SALAO BRAZIL, dia 6 vai ser na casa que mais vezes recebeu os OTD em Lisboa, o SANTIAGO ALQUIMISTA, no dia 7 seguimos para Faro no novo espaço da Associação dos Músicos de Faro, a FABRICA da CERVEJA, e dia 18 de Julho vamos estar no TEATRO DE VILA REAL e depois vamos fazer alguns festivais de verão como o Tribedelik TRibe e o Boom Festival.

D.L.: O vosso espectáculo ao vivo será inovador e terá elementos visuais, como uma estrutura feita em 3D com 5 metros de altura de um Totem, porquê essa escolha?

O.T.D: Celebrar um propósito assim como a conquista de outros passados faz sentido que num palco seja em forma de ritual e nada melhor que ligar as esculturas de rituais tribais passados para nos inspirarmos na MAE TERRA nos rituais deste presente. Desta forma nós podemos passar uma mensagem mais concisa com os valores subjacentes à nossa vida que são os elementos contando com o éter. Assim o nosso publico está não somente a vislumbrar uma figura imponente e luminosa mas também cada entidade de poder que contem o jogo de tabuleiro que é a capa do disco.

D.L.: Que mensagem gostavam de deixar a todas as pessoas que se seguem?

O.T.D: Bem vindas a esta consciência da energia do sol que nos tonifica a vida e gratidão por contribuírem para que isto mude para melhor!